Definição das ferramentas, funcionalidades e conteúdos

Para que os alunos tenham uma ideia concreta do escopo, eles poderão iniciar a projetação definindo que ferramentas, funcionalidades e conteúdos farão parte do produto. Para isso, poderão estabelecer a organização, hierarquia e inter-relações entre conteúdos, ferramentas e funcionalidades através de organogramas, dividindos-os em categorias ou módulos. Meurer e Szabluk (2012) recomendam a técnica do card sorting (cartões sortidos) como sendo uma boa alternativa para executar essa tarefa. Para Martin e Hanington (2012), o card sorting gera opções para estruturação de informações e pode revelar diferentes esquemas organizacionais para menus, taxonomias e navegação (conforme figura abaixo). Segundo os autores, pelo fato de envolver diretamente os usuários, o método possibilita desenvolver aplicações onde a informação é encontrada com maior facilidade e com tarefas mais simples e objetivas. O card sorting estabelece diferentes modelos de classificação, importantes para entender que categorias parecem semelhantes ou complementares. É importante descobrir sobre o que pode e não pode ser agrupado (Barbosa e Silva, 2010 p.159). Em relação ao procedimento, Cybis (2010), recomenda que a informação seja descrita nas fichas de papel para serem espalhadas aleatoriamente numa mesa. Cada usuário convidado organiza-as em grupos de acordo com sua perspectiva. Por último, os resultados dos grupamentos de cada participante são combinados, e se necessário, tratados estatisticamente. “As uniformidades em termos de grupamentos e denominações serão mais fáceis de serem percebidas em amostras mais numerosas (mais de 12 usuários)” (CYBIS, 2010 p.178).

card01

card02.fw

Elaborado por Henrique Beier. Design Uniritter, disciplina de Projeto Gráfico IV, 2012.

Texto extraído da tese de doutorado do professor Heli Meurer intitulada:
FERRAMENTA DE GERENCIAMENTO E RECOMENDAÇÃO COMO RECURSO NA APRENDIZAGEM BASEADA EM
PROJETO EM DESIGN DIGITAL