Cenário Hipotético

De acordo com Preece, Roger e Sharp (2005), cenários correspondem a uma narrativa informal que descreve tarefas humanas em uma história que permite a exploração e discussão de contextos, necessidades e requisitos.

“É uma narrativa, textual ou pictórica, concreta, rica em detalhes contextuais, de uma situação de uso da aplicação, envolvendo usuários, processos e dados reais ou potenciais. […] Um cenário possui um enredo que inclui sequências de ações e eventos: o que os usuários fazem, o que acontece com eles, que mudanças ocorrem no ambiente, e assim por diante. Essas ações e eventos podem ajudar, atrapalhar ou ser irrelevantes para o atingimento do objetivo final (BARBOSA e SILVA, 2010 p.184).”

Complementando, Cybis (2010 p.170) destaca que são úteis para “comunicar uma parte das especificações de requisitos produzidas para a usabilidade e para a interface”. Para Kalbach (2009), geralmente possuem linguagem não técnica e uma visão clara do contexto, o que os torna fáceis de entender. São definidos a partir da perspectiva do usuário e da maneira como o mesmo compreende e, supostamente, interage com o produto. Segundo Cybis (2009) os cenários podem descrever a realização de uma tarefa já existente (cenários problema) e/ou definir uma situação futura (cenários de solução). Os cenários hipotéticos aqui propostos referem-se exclusivamente aos cenários de solução. Meurer e Szabluk (2010) recomendam que os cenários sejam elaborados utilizando-se como agentes da interação as personas definidas na contextualização.

 

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cenarioHipotetico2

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Fonte da Figura. Caue Borella.Swell Check Aplicativo de previsão das ondas colaborativo. 2012.

Texto extraído da tese de doutorado do professor Heli Meurer intitulada:
FERRAMENTA DE GERENCIAMENTO E RECOMENDAÇÃO COMO RECURSO NA APRENDIZAGEM BASEADA EM
PROJETO EM DESIGN DIGITAL