Estruturais, morfológicas, funcionais e heurísticas

Para Löbach (2007 p.147) “o objetivo da análise estrutural é tornar transparente a estrutura de um produto, mostrar sua complexidade estrutural”. A partir de um processo de racionalização, é possível reconhecer e compreender, segundo Bonsiepe (1984), os tipos de componentes, a importância dos mesmos e as inter-relações entre eles. Em relação à configuração e morfologia, Bonsiepe (1984) e Löbach (2007) destacam a importância de identificar a concepção e a estrutura formal. Neste caso, os autores referem-se aos princípios geométricos, transições, concordâncias, acabamento cromático e tratamento de superfície que definem a composição estético-formal do produto.
Já em relação às propriedades ergonômicas e características de uso, Bonsiepe (1984) e Löbach (2007) recomendam realizar uma análise funcional. Trata-se de “um método para estruturar as características técnicas e funcionais de um produto, que podem ser observadas através de suas qualidades funcionais” (LÖBACH, 2007 p.146). No meio digital, a usabilidade define a facilidade e a qualidade de uso. Nielsen (2000) apresenta dez heurísticas que podem ser utilizadas para realizar a avaliação da usabilidade, servindo como guias para o desenvolvimento de novos produtos.
Com base em Meurer e Szabluk (2010), recomenda-se às equipes o seguinte procedimento para a realização da análise das características estruturais, morfológicas, funcionais e heurísticas: (1) Definição de quais produtos identificados e catalogados na análise de ‘similares e referências’ serão utilizados para esta análise. Por se tratar de um procedimento muito mais detalhado e aprofundado em relação à análise anterior, o número de produtos investigados pode ser bem menor. (2) Identificar se os produtos estabelecem alguma ordem estrutural com base em malhas estruturais e diagramacionais (grids). (3) Explorar todo conteúdo, ferramentas e funcionalidades disponíveis nos produtos escolhidos e a partir de então, desenhar o organograma estrutural dos mesmos. (4) Elaborar wireflows para mapear as principais tarefas (figura 9). (5) Relacionados aos wireflows, descrever a interação dos usuários com o produto através de casos de uso. (6) Com base nas heurísticas de Nielsen (2000), associar aos casos de uso e aos wireflows a avaliação da usabilidade, identificando quais heurísticas são violadas e qual a gravidade.

estrutural

Fonte da Figura: Elaborado Henrique Beier. Design Uniritter – TCC 2012. Aplicativo Android para desenho de tipografia modular

 

Texto extraído da tese de doutorado do professor Heli Meurer intitulada:
FERRAMENTA DE GERENCIAMENTO E RECOMENDAÇÃO COMO RECURSO NA APRENDIZAGEM BASEADA EM
PROJETO EM DESIGN DIGITAL