Da identidade gráfico-visual

Segundo Löbach (2007), as funções dos produtos estão divididas em funções práticas (aspectos fisiológicos e cognitivos de uso), funções estéticas (aspectos psicológicos da percepção sensorial) e funções simbólicas (aspectos espirituais, psíquicos e sociais). Para o autor, “a função simbólica dos produtos possibilita ao homem, por meio de sua capacidade espiritual, fazer associações com as experiências passadas” (Löbach, 2007 p.64). Ela deriva dos aspectos estéticos do produto e, em se tratando de produtos gráficos e digitais, tanto as funções estéticas quanto as funções simbólicas são representadas pela identidade gráfico-visual. Segundo Strunck (2007), a identidade gráfico-visual é definida por quatro elementos institucionais: os principais (logotipo e símbolo) e os secundários (cores padrão e tipografia ou alfabeto padrão). Meurer e Szabluk (2012) propõem a análise das características estéticas e simbólicas a partir desses quatro elementos, pois contribuem na identificação, credibilidade e usabilidade dos produtos digitais. Além disso, os autores acrescentaram a análise das imagens em suas diversas características e utilidades. No meio digital, imagens podem assumir grande importância na identidade gráfico-visual. Desta forma, recomenda-se aos alunos, as seguintes técnicas:

  1. A Análise da Assinatura Visual (logotipo e símbolo) considerando, segundo Weeler (2008), os seguintes aspectos: conceito (o que se pretende transmitir), legalidade (boas características óticas), personalidade (originalidade e credibilidade), atemporalidade (perene), pregnância (de fácil memorização), uso e aplicabilidade (aceita diferentes processos de impressão e em distintos materiais).
  2. A Análise Tipográfica para verificar e comparar o uso de fontes tipográficas, pesos, estilos, corpo, espaçamentos, combinações, legibilidade, leiturabilidade e outros.
  3. A Análise Imagética para identificar de que forma os produtos exploram as possibilidades de uso das imagens. Meurer e Szabluk (2012) identificaram as imagens quanto a sua função (imagens de conteúdo e de leiaute) e quanto a suas características (imagens estáticas e imagens em movimento). Desta forma, fotografias, ilustrações, pictogramas, texturas, fundos, ícones, botões, esquemas, infografias, texturas, animações, vídeos e outros podem ser primeiramente classificados para que, em seguida, sejam estudadas conforme o contexto.
  4. E a Análise Cromática (cores) para identificar quais são as cores predominantes, a porcentagem de uso de cada uma no leiaute, se possuem relação com ao conceito simbólico e se existe cuidado e coerência nas combinações das mesmas para gerar bons contrastes e evitar ruídos. Além disso, Meurer e Szabluk (2012) recomendam verificar se, além do padrão visual, as cores são utilizadas para distinguir diferentes módulos ou seções do produto.

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Fonte da Figura: Elaborado por Cauê Borella. Swell Check Aplicativo de previsão das ondas colaborativo.

Texto extraído da tese de doutorado do professor Heli Meurer intitulada:
FERRAMENTA DE GERENCIAMENTO E RECOMENDAÇÃO COMO RECURSO NA APRENDIZAGEM BASEADA EM
PROJETO EM DESIGN DIGITAL